A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 22/09/2020
Próximo da segunda metade do século XX, começa no Brasil, o processo de industrialização, com ele, surgem novas faces a população, uma delas: a desvalorização do trabalhador em função da introdução de máquinas ao meio laboral. Algumas pessoas ainda conseguiram estabilidade pelo emprego mas outras terminaram em condições desfavoráveis a vida, as ruas. Tal realidade, ainda persistente, tem como fatores: o descumprimento de fundamentos básicos constitucionais e a própria falta de empatia da sociedade a questões deste âmbito.
A posteriori, é válido ressaltar que a escassez de empregos ocorre por não terem concluído o ensino fundamental. Segundo pesquisa realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à fome, em âmbito nacional, 48,4% dos moradores de rua apresentam o 1° grau incompleto e 15, 1% nunca estudou. Por consequência, as oportunidades no mercado de trabalho se tornam mínimas, pois estes buscam por uma maior capacitação de seus funcionários, de modo que essas pessoas não tenham opções e consequentemente renda insuficiente levando-as para ruas.
Outrossim, destaca-se a alienação da população frente a essa questão como impulsionadora dos efeitos da exclusão social. Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que, a questão dos moradores de rua já se tornou cotidiana e grande parte dos cidadãos já se habituou a ela, tornando a ação de passar por esses moradores e sequer notá-los, um senso comum.
Portanto, em dimensão dos fatos apresentados, é necessário atitudes tanto do governo brasileiro, especificamente entre o Ministério da Cidadania possibilitando a maior aderência a programas sociais em fiscalização de sua realização através do Poder judiciário, além de agentes governamentais, a Mídia poderia atuar na difusão desses programas para conhecimento público assim incentivando a população a ajudar a transformar a vida de muitas pessoas.