A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 22/09/2020
Historicamente, a República Oligárquica foi responsável pela institucionalização de medidas governamentais que estimularam a corrupção. Dentre essas houve a política dos governadores a qual investigava secretamente os futuros eleitores para verificar se haveria confronto entre os partidos políticos dominantes, no caso São Paulo e Minas Gerais, e também o voto de cabresto em que os candidatos manipulavam o voto dos cidadãos. Desse modo, tornou-se natural que os interesses da elite sempre fossem realizados, em detrimento da qualidade de vida da população. Logo, a população em situação da rua no Brasil existe devido a desigualdade de oportunidades estimulada pelos mais ricos.
A princípio, o preconceito racial é o fator preponderante na realidade excludente do país, visto que a mão de obra utilizada, por mais de 300 anos, foi a escrava para fins de monocultura de exportação e acúmulo de riqueza nas mãos dos latifundiários. Além disso, segundo a plataforma de notícias UOL, foi comprovado que do total de 85% dos homens em situação de rua no Brasil 70% desses são negros.
Nesse ínterim, de acordo com o filósofo Platão e a “Teoria da Reminiscência” para alcançar uma sociedade justa deve existir a busca pelo conhecimento verdadeiro das coisas do mundo sensível. No entanto, somente poucos conseguem atingir o saber real de sua própria realidade material, pois a sociedade restringe o indivíduo. Assim, é notório que as desigualdades sociais existentes -como os indivíduos sem moradia- são o reflexo de um sistema que estimula a falta da educação do povo, pois ao não saber sobre os próprios direitos civis e os deveres do Estado, permanecem manipulados por uma sociedade opressora.
Finalmente, é imperioso que o Governo Federal institua medidas assistencialistas a população em situação de rua, com a criação de centros especializados em recebê-los, oferecendo abrigo e alimentação. Ademais, é necessário profissionais de saúde, como psicólogos e médicos, a fim de auxiliar os indivíduos a combater possíveis traumas e vícios. Posteriormente, com a documentação médica de melhora dos pacientes, o Estado deve promover campanhas de incentivo ao trabalho voluntário para com outros moradores de rua, a fim de mostrar ao demais que a mudança pode sim ocorrer de forma efetiva. Outrossim, após verificar a melhoria desses indivíduos na sociedade o governo deve garantir vagas de empregos em fábricas inserindo-os no mercado de trabalho, impedindo-os de retornar às ruas. Somente assim, os projetos realizados serão efetivos na modificação da sociedade racista e desigual ainda existente no Brasil.