A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 25/09/2020

Os cinismo foi uma corrente filosófica a qual pregava que o ser humano deveria viver em meio a simplicidade e sem a obtenção de bens materiais, dessa maneira era bastante comum encontrar seus adeptos nas praças e ruas atenienses por escolha própria. Todavia, diferente da escola cínica dos antigos, no Brasil, a conjuntura dos moradores de rua não ocorre por opção e sim pela falta dela, uma vez que as taxas de desemprego se agravam e também advém da desassistência por parte do Estado, assim promovendo a insegurança da população de rua.

Acerca dessa discussão, a grande maioria da população sem teto está nesta posição em razão do aumento da taxa de desemprego a qual atinge cerca de 12 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consequentemente, a falta de emprego agrega mais pessoas em situação de rua e elas estão sem qualquer segurança e ajuda mínima do governo. À vista disso, os moradores de rua são alvos fáceis de agressões, como já ocorrido em 2012, que, na cidade de Brasília, um grupo de jovens atearam fogo em dois mendigos.

Outrossim, os sem teto também são vítimas de decretos mirabolantes das prefeituras como é o caso do decreto, assinado pelo ex-prefeito João Doria, em 2017, o qual anunciava que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) recolhesse os colchões e os cobertores das pessoas em situação de rua. Destarte, a conjuntura dessas pessoas é de perseguição não só por parte de cidadãos comuns mas também perante o governo que deveria as proteger.

Portanto, faz-se urgente que as prefeituras, em parceria com o governo federal, invitem os moradores de rua e aloquem eles em conjuntos residenciais feitos pelo governo, por meio de um programa de realocação que dará não só acesso a casa mas também irá proporcionar ensino técnico e emprego com a finalidade de proporcionar aos moradores de rua que tenham como transformar sua situação.