A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 28/09/2020
Durante a Revolução de 1789, a população Francesa passou a enfrentar a miséria, tendo consequências drásticas em sua economia, o que fez pessoas ficarem em situação de miséria nas ruas. A problemática assimila-se à modernidade, na qual indivíduos que apresentam estado de vulnerabilidade econômica tendem a morar nas ruas, devido às lacunas presentes em seus direitos básicos de cidadão e a uma nítida desigualdade social presente no Brasil.
É relevante salientar, a priori, a Organização das Nações Unidas, a qual estabelece como um direito básico humano a moradia e a qualidade de vida. Contudo, verifica-se, na prática, as lacunas presentes nessa base, haja vista que, os indivíduos - sobretudo, negros - em situação de rua sofrem a violação e ficam suscetíveis às violências físicas e verbais em âmbito nacional. Nesse aspecto, é notório o quanto afeta à toda sociedade em esfera democrática.
Convém ressaltar, ademais, a obra literária “Globalização: as consequências humanas”, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, na qual ele faz uma ressalva que a era globalizada trouxe óbices para os mais pobres, deixando-os cada vez mais invisíveis diante de outras classes. Nesse sentido, à medida que a população em situação de rua cresce, ficam cada vez mais isoladas e voltam-se a arcarem com a falta de empatia humana. Com isso, nota-se uma problemática ignomínia com os indivíduos em condição de vulnerabilidade social no Brasil.
Em síntese, analisa-se as óbices sociais causadas pela desigualdade socioeconômica e privação dos direitos básicos humanos. Dessa forma, é de profunda importância que o Governo Federal - órgão responsável por ministrar os interesses econômicos e coletivos da nação -, atue ampliando projetos para grupos em situação de rua, como o Casa Verde e Amarela, a fim de atender as demandas dos grupos sociais mais vulneráveis. Assim, haverá uma sociedade pautada na homogeneidade e no respeito às vidas humanas.