A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 29/09/2020
Desde o livro “Utopia”, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita de engajamento social e político para desenvolver-se. No entanto, quando se observa a população em situação de rua no Brasil, verifica-se que esse ideal utópico é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado, bem como a negligência e a compactuação da sociedade.
Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactuação da sociedade que se omite diante de situações de descaso com os moradores de rua. Um exemplo disso é que há mais de 100 mil pessoas em situação de rua, segundo divulgado pelo IPEA. Nesse sentido, sociólogo Alemão, Jurgen Habermas, afirma que a sociedade depende da crítica às suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam.
Ademais, em um segundo plano, é inquestionável que a questão constitucional e a a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete na falta de políticas públicas que facilitem o acesso à moradia para essas pessoas, visto que a constituição prevê esse acesso para todos, medidas que deixariam a resolução do problema mais próxima, e, devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores, isso não acontece.
Logo, é necessário que o governo democratize o acesso à moradia no país, por meio de programas sociais e investimentos nessa área, com o propósito de tirar os cidadãos da rua. Além disso, cabe às escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre os direitos, dados na constituição, que cada indivíduo tem. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de acabar com esses tipos de problema. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolve-se.