A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 29/09/2020
A Declaração dos Direitos do Cidadão fornece que o Estado deve assegurar direitos, como o lazer, a saúde, a educação, entre outros, para os indivíduos presentes na sociedade. Paradoxalmente, no cenário atual, há o descumprimento dessas normas, pois os órgãos públicos não investem adequadamente na base educacional, na área da saúde, entre outros, que evidencia a negligência. Assim, o aumento no número da população em situação de rua é resultado da má gestão estatal e da intensa desigualdade social presente na sociedade brasileira.
Em primeira instância, a instabilidade política no Brasil reflete nos índices de desemprego, de pobreza, entre outros, pois a ausência de planejamento público efetivo desencadeia a menor geração de lucro para o país. Desse modo, a alta no preço do dólar em relação ao real evidencia a falta de propostas econômicas públicas e a saída de investimentos estrangeiros na economia nacional, segundo o noticiário, apresentado em sentembro de 2020, Jornal GloboNews. Nessa ótica, a baixa movimentação de investimentos no Brasil ocasiona o déficit na arrecadação de lucro para os cofres estatais e a ,consequente, redução de capital para desenvolver a produção de auxílios cidadãos para moradores de rua.
Em segunda análise, segundo o ideal africano " Ubuntu" , que expressa o desenvolvimento da ética cidadã através da empatia social e do respeito , a sociedade brasileira apresenta um viés individualista por ignorar a falta de recursos às pessoas em situação de rua, que evidencia a exclusão. Nessa conjuntura, o prefeito do Estado de São Paulo aprovou o projeto em que as corporações de polícia devem retirar os cobertores de moradores de rua na época mais fria do Estado, segundo o apresentado em janeiro de 2017 pelo noticiário Jornal Nacional. Por conseguinte, a exclusão da população em situação de rua expressa a falha da esfera pública em exercer seu papel de mediadora dos direitos cívicos presentes na constituição.
Portanto, é mister a criação de projetos públicos com o intuito de arrecadar investimentos para sanar os impactos da desigualdade social no país. Desse modo, o Ministério da Cidadania em conjunto com as prefeituras, deve investir no fornecimento de melhores equipamentos, de funcionários, entre outros, para os abrigos públicos e na criação de palestras socio-educativas, apresentadas por professores, em redes de ensino público sobre os impactos da exclusão social para diminuir o número da população em situação de rua. De acordo com o escritor Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para gerar mudanças na sociedade, logo, a sociedade brasileira só irá desfrutar da ética cidadã quando priorizar o investimento nas bases educacionais.