A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/10/2020

No livro Capitães de Areia de Jorge Amado, conta a história de um grupo de menores abandonados que vivem nas ruas da cidade de Salvador e retrata a marginalização e as dificuldades para sobreviver nas ruas. Atualmente, essa realidade ainda persiste, já que o Brasil tem uma grande população em situação de rua, em todas as idades, dispondo de péssimas condições à vida e à dignidade.

Em primeira análise, vale ressaltar a Constituição Federal de 1988, que prevê os direitos fundamentais, dentre eles, à moradia e a assistência aos desamparados. Contudo, ocorre um descaso por parte do poder público que negligência essa garantia a população vulnerável, tendo em vista a invisibilidade social que esse grupo enfrenta, não sendo reconhecido até mesmo como seres humanos. Logo, com essa falta de reconhecimento por parte da sociedade, gera uma desumanização, já que o restante do corpo social não os reconhece como igual.

Além disso, segundo dados do Centro Pop, cerca de 35% dos casos, o principal motivo para deixarem suas casas é o uso excessivo de drogas e álcool. Com isso, a ida para as ruas potencializa o uso, visto que a disponibilidade é maior  e as más condições enfrentadas, como frio e fome colaboram para o abuso dos psicoativos. Diante disso, a necessidade da politica de redução de danos é notória e seria eficiente para o combate ao uso de drogas, devolvendo assim, a autonomia e a cidadania a essa população.

Portanto, ao considerar a situação atual, cabe as prefeituras em parcerias com as assistências sociais municipais fornecer o atendimento de suas necessidades básicas, como alimentação, moradia e atendimento psicológico, por meio de programas de apoio a essa comunidade, que terá como intuito resgatar essas pessoas das ruas. Consequentemente, irá influir em uma vida digna e no cumprimento dos princípios de isonomia.