A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 13/10/2020
O artigo 6° da Constituição da República Federativa do Brasil, criada em 1988, garante moradia e alimentação a todos os indivíduos em território nacional. Apesar da legislação que certifica tal direito, a população em situação de rua no país ainda é proeminente e resulta de questões econômicas e governamentais.
Em primeira análise, pode-se afirmar que o capitalismo possui extensa responsabilidade quanto a numerosidade dos moradores de rua. De acordo com Marx, isso ocorre pois esse sistema gera desigualdade, uma vez que o lucro cresce proporcional à pobreza, que é alarmante no momento em que exclui um grupo do meio social e veta seu consumo. Dessa forma, a comunidade que reside em via pública é a consequência da disparidade econômica e exclusão.
Em segunda análise, nota-se o constante descaso Estatal com o tema. De maneira análoga, em Panem, sociedade ficcional proposta na obra “Jogos Vorazes”, também ocorre a indiferença aos mais necessitados por parte do governo, fato que agrava a incidência dos chamados sem-teto. À vista disto, é possível compreender que a Regência Federal possui papel crucial na atenuação do dilema e sua desatenção gera demais empecilhos no combate à questão.
Diante dos argumentos supracitados, medidas devem ser tomadas para solucionar gradativamente a situação. Portanto, as ONGs (Organizações Não Governamentais) deverão criar projetos solidários em prol dos sem-teto. Isso deverá ser feito por meio do fornecimento de dormitórios coletivos em horários noturnos e pela criação de empregos optativos diurnos, onde os indivíduos afetados trabalharão, com carteira assinada e salário fixo, em hortas, cozinhas e pequenas construções. Dessa forma, espera-se diminuir a população em situação de rua no Brasil.