A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 18/10/2020
SOCIEDADE MARGINALIZADA
O direito à moradia e bem-estar, assegurado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, é violado diariamente no cotidiano brasileiro. A população de rua, por muitas vezes, não tem seus direitos reconhecidos pelo Estado, de forma que o abismo da desigualdade social aumenta cada dia mais. Programas assistenciais e de incentivo ao mercado de trabalho tornam-se alternativas viáveis no intuito de auxiliar aqueles que estão à margem da sociedade, numa situação de marginalização.
Muitos são os possíveis pretextos os quais levam o indivíduo a viver em situação de rua e tais não devem ser usados como justificativa para com esquivar-se do dever, como Estado, de promover o bem-estar social. Posto isto, auxílio médico e psicológico deveriam ser promovidos em ações direcionadas à essa população, composta por aproximadamente duzentos e vinte e duas mil pessoas no Brasil.
Sabe-se que grande parte da população em situação de rua compõe, também, o quadro de desempregados. Um agravante importante na busca a uma fonte de renda estável é o fato de não haver uma moradia fixa. Obras advindas do Estado demandam mão de obra, sendo então, exequível, a contratação, mesmo que temporária, de pessoas sem-teto, promovendo uma mudança na vida dessas pessoas, no quesito profissional. Com tal auxílio, teriam experiência, que é levada em consideração durante a procura a um emprego.
Viver com o mínimo de recursos possíveis (estes podendo ser inexistentes em alguns momentos) e em condições insalubres faz parte do cotidiano de mais de duzentos mil brasileiros, invisíveis aos olhos do Estado. As razões pelas quais os indivíduos entram nessa estatística são diversas e não são passíveis de julgamento social. À vista disso, para resolver tal impasse, medidas devem ser tomadas a partir de campanhas administradas pelo Ministério da Cidadania e Ministério da Saúde, a fim de promover ocupações profissionais e condições salubres para com a sociedade que é obrigada a ficar à beira da sociedade, não ocupando posição central, sem a oportunidade de desfrutar dos seus direitos básicos.