A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 18/10/2020
A Magna Carta de 1988 deixa claro entre os objetivos da República a missão do Estado de garantir os direitos básicos à alimentação, dignidade e moradia. Contudo, vê-se um distanciamento entre a promessa democrática e a triste realidade. Minorias sociais, como os sem-teto, são marginalizados e alienados das mais básicas garantias, e quando se organizam para lutar por seus direitos, a sociedade os condena. Nesse contexto, além da tendência de aumento dessa população, há a falta de apoio das instituições sociais.
A exemplo de organização, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), atuam na capital desde a década de 1990 por meio da ação direta, ocupando construções abandonadas e inutilizadas e exigem do Estado a garantia de moradia. Todavia, a imprensa elitista aproveita-se da tenuidade das ações do movimento e o condenam como invasores perigosos a segurança pública, manipulando as massas não politizadas.
Ademais, esse cenário de lutas sociais só foi possível devido a desigualdade. No Brasil, o índice Gini, principal ferramenta para calcular-se a desigualdade, indica que 50% da renda se concentra em 20% da população, a má distribuição da riqueza cria uma população miserável de 13,5 milhões, sujeitos a situação de rua, de acordo com o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Porém, quando o governo toma medidas sociais, como na gestão Lula, os índices Gini e de população miserável diminuem, conforme dados recolhidos pelo IPEA(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Em suma, a moradia é para o cidadão um direito e ao Estado um dever, e assim devem ser guiadas suas ações, de acordo com a palavra da Constituição. Portanto, é necessário que o governo cumpra seu papel, unindo-se com a direção do MTST para viabilizar as medidas requeridas, como a utilização do espaço abandonado, oferecendo dignidade à esta população em situação de rua e miséria. Também é preciso que a grande mídia deixe de se sujeitar á elite, promovendo informações e dados reais sobre a situação socioeconômica do país, assistindo as minorias em sua luta democrática. Assim, realmente garantindo igualdade entre todos.