A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 30/10/2020
No Brasil presencia-se um grande descaso com os desabrigados, não só por parte do governo, mas também de toda sociedade. Nesse sentido, o documentário “Eu existo”, apresenta a visão de moradores de rua que são negligenciados pelo sistema, de modo que eles têm que viver sem o apoio estatal e, por causa disso tendo que sair da miséria e dos vícios sozinho. Dessa maneira, é notável que essa minoria não perceptível pela sociedade não recebe o devido auxílio devendo, por isso, ser discutido e minimizado.
Em primeiro plano, é o que leva essas pessoas para situação de rua, a exemplo os conflitos familiares, doenças psicológicas e dependência química ou alcoólica. Nessa perspectiva, mais de 60% desses desabrigados foram para as ruas devido ao desemprego e pelas dependências, conforme o Ministério do Desenvolvimento Social. Sob esse viés, o Brasil ocupa a nona posição na economia mundial, por isso, seria racional acreditar que o governo oferece oportunidades aos que possuem maiores necessidades. Contudo, o que se observa é que para o Estado não existe essa parte da sociedade, fazendo com que o retratado no documentário “Eu existo” uma realidade.
Outrossim, é o que a população em situação de rua sofre não só com os preconceitos, como também com a violência de alguns ignorantes que tratam essa minoria com indiferença. Por conseguinte, esses desabrigados vivem com insegurança e solidão e, somado a isso eles não tem a possibilidade de escolha, ou seja sempre ficam com o que sobra da parte economicamente superior. Analogamente, o filme “O poço” apresenta uma prisão vertical dividida em 333 andares e que apenas os primeiros níveis possuem a possibilidade de escolha. Fora da ficção, observa-se essa falta de opção da base dessa sociedade estável e excludente.
Infere-se, portanto que existem entraves que dificultam a solidificação de políticas que visam combater essa diferença social. Logo, urge que o Ministério, junto ao Estado, promova campanhas que impulsionem o fim do preconceito muito presente no país. Esse programa deve ocorrer, por meio das mídias - essas devem divulgar os direitos das minorias e auxiliar no combate a miséria e ao desabrigo. Além disso, as ONGs devem oferecer um apoio jurídico, social e psicológico a essa minoria. Dessa maneira, a população terá os problemas relatados no “Eu existo” solucionados.