A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 04/11/2020
De acordo com a Constituição Federal, todos possuem o direito à vida e ao bem-estar social. Entretanto, o cenário da população em situação de rua revela que essa não é uma realidade no Brasil. Nesse sentido, os desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Cabe em primeiro plano pontuar o pensamento do filósofo John Locke, no qual é dever do Estado, segundo o contrato social estabelecido por ambos, garantir os direitos dos cidadãos como forma de atingir o equilíbrio na sociedade. Sob essa ótica, é possível perceber a quebra do contrato social, visto que direitos básicos como a moradia não são parte da realidade da população de rua. Dessa forma, uma vez que o Estado não cumpre sua função natural, a situação de exclusão social desse grupo perpetua-se.
Desde modo, segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que, a questão dos moradores de rua já se tornou cotidiana e grande parte dos cidadãos já se habituou a ela, tornando a ação de passar por esses moradores e sequer notá-los, um senso comum.
Entende-se, portanto, que a situação dos moradores de rua no país vem agravando-se e marca um intenso fato social. No geral, estas instituições atuam na distribuição de alimentos, cobertores e outros objetos. Entretanto, essas medidas assistencialistas não atacam o foco do problema, havendo, portanto, a necessidade do Estado aplicar projetos eficazes para proporcionar dignidade a esses indivíduos. Dessa forma, será possível minimizar gradativamente esse fato social no Brasil e restaurar o equilíbrio proposto por Aristóteles.