A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 10/11/2020
No livro “Capitães de Areia”, do escritor Jorge Amado, são retratadas as vidas de diversas crianças órfãs em situação de rua, que sobrevivem através do crime e moram em um local inóspito. Fora da ficção, hodiernamente, tal fato está cada vez mais comum. Isso se deve pela histórica e marcante segregação socioeconômica no Brasil, que é acompanhada da negligência estatal, gerando uma vida precária à essas pessoas.
Mormente, é imperioso ressaltar que, desde os primórdios da civilização brasileira, é notório a grande divisão financeira da população. Análogo a isso, tal segregação é vista no livro “O Cortiço”, do escritor Aluísio de Azevedo, no qual os indivíduos de baixa renda moram em um local precário e desleixado. Ademais, há pessoas que nem mesmo possuem um lar como o do livro e vivem em situação de rua. Isso se deve pela discrepância socioeconômica no Brasil, no qual a tendência é que a classe pobre fique ainda mais próxima da pobreza.
Consequentemente, vale destacar que essa situação é agravada pela negligência do governo. Consoante os dados de 2020 do site “G1”, a população de rua na cidade de São Paulo aumentou 53% em 4 anos. Isso se deve pela ausência de iniciativa do Estado, no qual não exerce nenhuma iniciativa protetora contra a progressão dessa problemática. Com isso, os mendigos vivem precariamente e com ausência de múltiplos direitos.
Destarte, é indubitável a necessidade de mudanças acerca essa situação. Cabe ao Ministério da Cidadania, juntamente ao Poder Legislativo e ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, garantir a inclusão e proteção dos moradores de rua, por intermédio de novas leis e projetos que visam englobar tais pessoas na sociedade e garantir seus direitos previstos pela Constituição. Isso deve ser feito a fim de que eles tenham acesso a melhores condições de vida, diminuindo a discrepância socioeconômica brasileira e retirando inúmeras comunidades carentes da extrema pobreza. Somente assim, as realidades dos livros supracitados são amenizadas.