A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 24/11/2020
Análoga a Primeira Lei de Newton, a Lei da Inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que força externa atue sobre ele, mudando seu percurso, a questão das pessoas em situação de rua é um problema que persiste intrinsecamente na realidade brasileira. Sendo assim, ao invés de existirem forças capazes de mudarem esse trajeto, o pouco auxílio governamental e a falta de mobilização social corroboram a favor do impasse.
A priori, cabe analisar que o Brasil encontra sua maior dificuldade no ineficiente quantitativo quanto à políticas públicas para essa população. Nesse viés, as pessoas em situação de rua, seguem invisíveis e vulneráveis, rompendo com a Teoria do filósofo Tomas de Aquino de que todos os civis devem ser auxiliados pelo governo vigente. Todavia, existe a criação da Política Nacional da População na Situação de Rua, desenvolvida para ofertar moradia e alimentação. Contudo, ainda é imperiosa a problemática supracitada, já que o obstáculo é maior que a solução. Logo, é imprescindível que haja reforço quanto às políticas públicas acerca da situação de rua.
Concatenadamente, cabe frisar que boa parte da sociedade brasileira não busca reverter a situação de esquecimento da população da rua. Nesse sentido, assim como dito pelo literário José Saramago, vê-se um eclipse de consciência, termo que sintetiza a ideia de falta de sensibilidade do indivíduo perante aos imbróglios enfrentados pelo próximo. Nesse contexto, aqueles nas ruas sofrem os impactos da realidade. Dessa forma, vê-se a relevância da criação de políticas que gerem independência nessa massa de pessoas.
Urge, portanto, a necessidade de medidas interventivas para atenuar o impasse. Posto isso, concerne ao Governo Federal a criação de um projeto para capacitação profissional das pessoas em situação de rua, por meio de filiações com instituições educacionais de cursos técnicos profissionalizantes, a fim de a população alvo desenvolver mão de obra qualificada e poder adentrar o mercado de trabalho, gerando, assim, uma forma de sustento e independência. Ademais, ao Poder Público, cabe a criação de mais centro acolhedores para moradores de rua, por meio do direcionamento de verba, a fim de atender as necessidades deles e orienta-los. Por conseguinte, irão criar-se forças suficientemente capazes de mudar esse trajeto.