A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 25/11/2020
O Sociólogo Émile Durkheim demonstrou no século XIX que a sociedade funciona como um organismo vivo, todas as suas partes devem viver em harmonia para ser possível alcançar o bem-estar social. Sob a óptica do pai da sociologia o Brasil está distante desse ideal, haja vista a população em situação de rua, motivado pela desigualdade social e omissão do Estado.
Primeiramente, é necessário evidenciar que a desigualdade social é um forte fator para existência desse problema. Por exemplo, segundo o Instituto de Geografia e Estatística metade da população brasileira vive com menos de um salário mínimo por mês. Dessa forma, as pessoas que vivem nessa faixa de renda têm dificuldades em suprir suas necessidades básicas entre elas os custos de uma casa, assim, esses cidadãos tem seu direito ao bem-estar social limitado em decorrência das diferenças sociais.
Além disso, é indispensável demonstrar que o poder público não cumpre sua função social para com essas pessoas. Só para ilustrar, segundo os meios de comunicação, na cidade de São Paulo as pessoas que vivem em situação de rua eram acordadas com jatos de água nos dias frios. Tal fato demonstra que o Estado negligência sua função social de acolher seus cidadãos mais vulneráveis, assim, tornando a vida dessas pessoas ainda mais difícil.
Infere-se, que o problema das pessoas em condição de rua está intimamente ligado à desigualdade social e omissão do poder público. Portanto, o Governo deve, por intermédio de uma lei, taxar lucros e dividendos de grandes fortunas, com a finalidade de utilizar esses novos recursos para criar um programa de renda básica, que consistira em um valor que possibilite que as pessoas em situação mais vulnerável tenha uma renda que as proporcionem uma vida digna, assim, o Estado cumpre sua função social de acolher esses cidadãos. Desse jeito, o Brasil vai ser um país mais igual e harmônico.