A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/12/2020

Lar,amargo lar

Com a alvorada do século XX houve a difusão das edificações que desafiaram a inventividade humana denominadas de arranha-céus.Desse modo,era de se esperar que tal fenômeno promovesse a instalação massiva de habitantes,com a finalidade de mitigar o número crescente de moradores em situação de rua,sobretudo em países com altas disparidades socioeconômicas,a exemplo do Brasil.Todavia,esse desejo foi rejeitado devido à avidez por lucro e à ganância.Sendo assim,não só são pertinentes as análises das causas viabilizadoras da residência em via pública,como também os seus efeitos para esses indivíduos.

A princípio,consoante o geógrafo David Harvey,o estado de vulnerabilidade habitacional tem como forças motrizes os processos de gentrificação e especulaçao imobiliária.Nesse sentido,a promoção da carestia de bairros,por meio da construção de condomínios de luxo,em consonância com a venda de lotes por preços exorbitantes,geram,de maneira artificial,o aumento do preço do metro quadrado médio dessas regiões.Ademais,a deficiente formação escolar em conjunto com o desemprego estrutural impossibilitam,na maioria das vezes,a compra à vista ou o financiamento de um imóvel.Portanto,é notório,infelizmente,a dificuldade de aquisição da tão sonhada ‘‘casa própria’’.

Outrossim,segundo dados do Governo Federal,é crescente o consumo de drogas por essa minoria social. Posto isso,tal fato é decorrente de uma vontade de fuga do ‘‘status quo’’ de invisibilidade perante o Estado,o qual não cumpre com o artigo sexto da Constituição Cidadã.Alem disso,o preconceito juntamente com as violências verbais e físicas são consequências do desamparo perpetrado pela sociedade,através de uma cegueira coletiva que atribui apenas aos políticos a resolução da questão.Dessarte,a efetuação desses fatores podem acarretar,lamentavelmente,no aparecimento de doenças psicossomáticas como a depressão e o impulso suicida.

Cabe evidenciar,por conseguinte,a pluralidade de atuações para atenuar a problemática.Diante disso,o Ministério dos Direitos Humanos em parceria com os movimentos como o MTST(Movimento dos Trabalhadores Sem Teto),deve,por intermédio do erário público,criar um programa que contate essas pessoas,ao mesmo tempo que promove a reabilitação de entorpecentes e a especialização por cursos profissionalizantes,cedidos gratuitamente pelo SENAI e pelo IFES.Em paralelo,urge a construção de moradas populares em terrenos públicos ociosos,com o fito de reduzir o déficit habitacional.Logo,poder-se-á estabelecer uma dignidadae ‘’erga omnes’’,ou seja,para todos.