A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 10/12/2020

A série brasileira “Segunda Chamada” acompanha o cotidiano de um morador de rua que tenta se desvincular dessa situação por meio do ensino público, o que, muitas vezes, se torna inviável. Fora da ficção, a falta de acesso à educação e os vícios em bebidas alcoólicas e drogas são fatores primários na problemática que o país enfrenta: a população em situação de rua.

Sob esse viés, o acesso à educação é direito constitucional no Brasil. Entretanto, o governo falha ao garantir ensino de qualidade à população marginalizada, que, sem alternativas dignas de sobrevivência, acabam nas ruas. Tal fato é comprovado pelos dados emitidos pelo Senado, que apontam que 15,1% das pessoas nessa situação nunca estudaram. Além disso, não há políticas públicas eficazes a fim de resgatar esses indivíduos das ruas para ressocialização.

Por conseguinte, o uso excessivo de bebidas alcoólicas e de drogas ilícitas como válvula de escape - explicada pela psicologia como maneiras de amenizar o estresse da realidade - dificulta o egresso da situação de rua. Todavia, esses vícios são considerados doenças e, por isso, devem ser tratados como problemas da saúde pública nacional. Indubitavelmente, os únicos programas com eficiência no assunto são não governamentais como, por exemplo, os Alcoólicos Anônimos (AA); fato que demonstra o total descaso do Estado.

Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar a problemática dos sem-teto no Brasil. Para tal, o Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Saúde, deve incentivar a saída desses indivíduos das ruas por meio da criação de escolas técnicas com acompanhamento psicológico a fim de proporcionar oportunidades trabalhistas e educacionais, bem como trabalhar os vícios de cada um. Assim, o país aumentará a qualidade de vida dessa população, uma vez que conseguirá, progressivamente, erradicar esse problema.