A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 21/12/2020

Na trama ‘‘Divergente’’, retrata-se um mundo distópico, em que a sociedade é rígida e bem estruturada, dividida em cinco facções:audácia,abnegação, amizade, franqueza e erudição, onde quem não  se enquadrasse em nenhuma destas era denominado sem facção, destinados a uma vida de miséria nas ruas.Dessa forma, fora da ficção, o cenário mostra-se análogo, pois quem não se encaixa nos padrões pré-determinados pela sociedade- emprego fixo, vida estável-  são subjugados e segregados. Nesse viés, tal repudiada situação vem causando um grave problema de cunho social para a hodiernidade: a população em situação de rua.

Em primeira análise, é importante salientar que assim como no filme ‘‘Divergente’’ as massas que não se ajustam nos padrões  tornam-se invisíveis para a sociedade , além de serem tratados como coisas, e, não, como seres humanos. Dessa forma, tais degradantes atitudes retratam perfeitamente a falta de humanidade e empatia dos indivíduos contemporâneos, que não só negligenciam ajuda aos vulneráveis, mas também perpetuam com a situação da mendicidade. Com efeito, vale destacar que tais pessoas em situação de vulnerabilidade são vítimas do desigual-além de  imensamente predatório- sistema capitalista, pois, afinal, ninguém escolhe a pobreza como modo de vida.

Por conseguinte, tal âmbito de desigualdade e indiferença com o próximo reitera a teoria do imporatante filófo alemão Karl Marx, de que a sociedade vive em meio a uma guerra denominada: luta de classes, na qual os possuidores de maior acúmulo de bens sempre preponderam em relação aos demais. Nesse contexto, como os moradores de rua nada possuem, restam-lhes o relento e -não menos importante- os olhares de desdém dos indivíduos sociais, tratando-os como marginais,pois, afinal, não possuem emprego- hipocritamente desconsiderando o sistema capitalista excludente-. Dito isso, tal cenário de indiferenças é um óbico que só será mitigado a partir da consciência de classe e da mobilização social dos demais em prol das mazelas mendicantes,pois, apenas a ação mitiga a exclusão.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira acerca do problema, urge que o Ministério dos Direitos Humanos invista em programas de assitência social por meio do melhoramento dos abrigos, oferecendo maior dignidade aos vulneráveis, a fim de retirar susbtancial parcela da popuação das ruas, com o intuito de reintroduzi-los na sociedade.Somente assim, o artigo terceiro da Constituição federal irá cumprir-se, garantindo a todos-ou quase todos- uma sociedade livre da pobreza e da marginalização, além da redução da desprestigiante desigualdade.