A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 04/01/2021

De acordo com o Art. 5º da Constituição Brasileira, todos são iguais perante à lei, garantindo aos cidadãos o direito à vida, à igualdade, à liberdade, à segurança e à propriedade. Entretanto, essas justiças são diariamente negadas à população de rua existente no Brasil, sendo muitas vezes agredidos e destratados em razão da condição em que vivem. Por isso, é imprescindível que as virtudes apresentadas sejam concedidas para todas as parcelas da população, não havendo exclusão ou discriminação.

Em primeira análise, é necessário considerar a enorme quantia de casos de agressão vivenciados por moradores de rua. Analisando dados divulgados pelo Ministério da Saúde, de 2015 a 2017, o Brasil teve registro de 17.386 casos de violência contra pessoas em situação de rua. Nesse caso, o ódio pode se manifestar de diversas formas, como a ocorrência de agressão física, a agressão verbal, que é uma das formas mais comuns, além da existência da agressão psicológica.

Ademais, pode-se citar a teoria desenvolvida sobre a noção de poder por Michael Foucault. De acordo com o filósofo, o poder é a base de todas as relações humanas atualmente, sendo o mais importante para analisar o tratamento que será dado às pessoas. Dessa forma, alguns membros da mais alta camada social formam o pensamento de que os indivíduos em situação de rua são merecedores de xingamentos e violência por terem um menor poder dentro da sociedade.

Logo, é extremamente necessário que as agressões à população de rua sejam completamente erradicadas do país. Com isso, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deveria promover a criação de programas que pudessem acolher os moradores de rua, oferecendo-os comida, roupas, entrevistas de emprego e, acima de tudo, a oportunidade de serem integrados na sociedade. Nesse caso, seria possível diminuir em grandes níveis o preconceito vivenciado por essas pessoas e garantir os direitos citados no Art. 5º da Constituição Brasileira.