A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 08/01/2021
A população de rua no Brasil é extensa e conta com mais de cem mil pessoas. Elas vivem em condições adversas e não possuem nenhum direito básico garantido, tornando-se pedintes ou realizando trabalhos subalternizados. A fim de encontrar uma solução para esse problema, é preciso compreender suas causas, econômicas e sociais.
Em primeira análise, consideram-se os principais motivos que levam à situação de rua, de acordo com o Senado Federal. 35% tem como impulso a dependência química e 30% o desemprego. Porém, problemas com álcool e drogas deveriam ser tratados no Sistema Único de Saúde, já que são questões da saúde pública; e o Estado é encarregado de instituir medidas contra o desemprego, criando novos postos e oferecendo programas de renda, como o bolsa família. Assim, percebe-se o panorama como um reflexo da política governamental de assistência social, que falha em cumprir sua função.
Em segunda análise, observa-se que, embora 70% possuam um trabalho, ainda moram nas calçadas. Isso acontece devido ao aumento da especulação mobiliária, em que os aluguéis e os valores de compra nas áreas mais valorizadas são exorbitantes. Sob essa perspectiva, para muitos não compensa o deslocamento até as áreas periféricas e preferem se instalar nas marquises dos centros das cidades. Porém, populariza-se a arquitetura hostil, na qual se fazem bancos com divisórias e chão com espinhos, para afastar as pessoas pobres dos locais ricos e passar uma imagem limpa, com uma política higienista.
Em suma, constatam-se as múltiplas faces da questão, que precisa ser urgentemente resolvida. Logo, é dever das prefeituras e do Governo Federal, responsáveis pela população brasileira, aumentar o auxílio destinado a esse grupo. Isso deve ser feito por meio da ampliação dos centros de acolhimento e maior oportunidade de atividades laborais, além de um passe com valor reduzido para o transporte, a fim de criar-se uma sociedade mais segura e com maior bem-estar.