A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 03/03/2021
De acordo com o artigo de número 6, presente na Constituição Federal de 1988, são direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância e a assistência aos desamparados. Em contrapartida, no Brasil, a realidade das grandes cidades é outra quando se trata da questão habitacional, na qual parte da população (que cresce a cada ano) vive nas esquinas e marquises. Portanto, intensifica-se o quadro de desigualdade social do país e agravam-se as consequências preocupantes que são refletidas no todo e suas respectivas causas.
No contexto relativo à controversa supracitada, é valido mencionar a dinâmica coletiva apresentada na série de livros “Divergente”, na qual o grupo de pessoas que não se encaixa em nenhuma das chamadas facções, dividas a partir das virtudes esperadas pela sociedade, vive sem teto e desprovido de dignidade ou qualquer suporte vindo do governo . Bem como se organiza o sistema social falho brasileiro, que é baseado na lógica capitalista, apresentando assim, o desemprego como uma das principais causas do que leva tais cidadãos a se submeterem a tamanha vulnerabilidade encontrada nas ruas. Assim sendo, os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres, cada vez mais pobres, aumentando ainda mais o abismo social entre as classes.
Ademais, é importante ressaltar que os cenários de desproporção presente, principalmente, nos grandes centros urbanos são causados pela negligência do Estado para com parte da população, haja vista que seu objetivo por estrutura é a acumulação de riquezas, não importando o processo para que esse resultado seja alcançado. Entretanto, ao desamparar as pessoas em situação de rua e não dar a devida atenção à problemática, o mesmo se prejudica, cansando reflexos em taxas essenciais para o sucesso econômico do país como um todo, como o IDH (Nível de Desenvolvimento Humano).
Assim, faz-se fundamental a criação de políticas públicas tanto no aspecto habitacional, quanto para a geração de emprego e renda, por parte dos governos. Assim sendo, garante-se que esse grupo de pessoas necessitadas tenham as condições para garantir a própria subsistência e o mínimo de dignidade, por meio de medidas como cursos profissionalizantes e desenvolvimento de cooperativas que devem ser aplicadas.