A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 03/03/2021

De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de estabilidade nas relações sociais, políticas e econômicas é característica dá, modernidade líquida. No entanto, crises econômicas graves e prolongadas estão estimulando o aumento do número de desempregados e de moradores de rua, viadutos e praças, o que reflete na nossa realidade. A única pesquisa abrangente com a população em situação de rua foi realizada em 2007 pelo Ministério do Desenvolvimento Social, que não existe mais hoje,  ele não abrangeu  todo o território do brasileiro, mostrando que não consideramos os dados sobre moradores de rua.

Primeiramente, atualmente cerca de 35,5% dos moradores de rua estão nessa situação devido ao álcool ou drogas. Essas substâncias causam vários problemas na sociedade porque são maliciosas e agradáveis ​​quando usadas, mas os problemas depois são enormes. Um exemplo são os altos gastos com drogas e bebidas, o que, leva à falta de dinheiro para pagar a moradia. Consequentemente, as campanhas de mídia precisam ser sustentadas e mais eficazes.

Em segundo lugar, com o advento do capitalismo, a situação social e econômica de muitos indivíduos mudou de forma semelhante como resultado da exclusão social. Não há dúvida, porém, de que a questão constitucional e sua aplicação estão entre as principais causas desse problema. Como se alimentação, segurança, moradia e saúde são direitos fundamentais garantidos pela Constituição, os moradores de rua são negados. Desse modo, fica comprovada a importância da ação do Estado como meio de combate ao problema.

Portanto, o Ministério da Educação precisa desenvolver projetos nas escolas, com a participação das comunidades locais, de forma a promover a solidariedade e a empatia com essas pessoas. Além disso, ONGs estão promovendo eventos de socorro aos brasileiros para que possam superar essa condição de invisibilidade, junto com o Estado, que deve emitir documentos e enviá-los para abrigos autorizados. A Declaração dos Direitos do Homem das Nações Unidas afirma que todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos e, sendo dotadas de razão e consciência, devem agir uns em relação às outras com espírito de fraternidade, pelo que existe uma necessidade urgente de empatia.