A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 03/03/2021
De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o número de pessoas em circunstancias pre carias na rua do Brasil aumentou 140% entre 2012 e março de 2020, chegando a até 222 mil pessoas. Os moradores de rua estão sem emprego ou em trabalhos informais, como guardadores de carros e vendedores ambulantes. Outra fonte de dados para o levantamento foi o Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal. Sendo no total, 81,5% da população vivendo na rua estão em municípios e cidades com mais de 100 mil habitantes, principalmente as regiões Sudeste (56,2%), Nordeste (17,2%) e Sul (15,1%).
A falta de políticas públicas causou o destaque do trabalho das Organizações Não Governamentais (ONGs) e Instituições Religiosas. Essas instituições fazem distribuições de alimentos, roupas e cobertas. Outra assistência são os abrigos temporários e os albergues que apesar da ajuda ainda são insuficientes para ajudar toda essa população. Políticas, que tem como objetivo ajudar pessoas que necessitam, tambem são insuficientes e geralmente não ajudam na resolução do problema, apenas tentam ajudar com as necessidades básicas de sobrevivência. Portanto, esse desinteresse dos Governos pelas pessoas que se estão nessa situação, causa uma influencia direta no comportamento da sociedade, sendo os moradores de rua tratados as vezes com compaixão, outra hora com repressão, ignorancia, preconceito, indiferença e violência.
Em alguns países, as ONGs estão se mobilizando para implementar alternativas para esse problema. Aquisição de terrenos para construção de aldeias com casinhas, incluindo infraestruturas e zonas públicas com cozinhas, lavandaria, actividades de lazer e desportivas, mas fundamentalmente, a organização e posicionamento das ocupações e competências produtivas, para que pelo próprio trabalho consigam seu sustento.