A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 02/03/2021
Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), houve um crescimento de 140% entre 2012 e 2020 no número de pessoas em situação de rua no Brasil, chegando a cerca de 222 mil pessoas. Segundo o Cadastro Único do Governo Federal, 81,5% da população em situação de rua está em municípios com mais de 100 mil habitantes, 56,2% na região Sudeste, 17,2% no Nordeste e 15,1% no Sul do País.
Em sua maioria as pessoas nessas condições de vida encontram-se desempregadas ou em trabalhos informais, fazendo serviços de catadores de papel, guardadores de carro, vendedores ambulantes em semáfaros ou pedintes. Na pandemia essa situação se agravou e ações em termos de políticas públicas necessitam ser tomadas com urgência. Entre essas açōes emergenciais, seria necessária a implementação de abrigos públicos onde essas pessoas possam dormir, ter acesso a higiene pessoal e alimentação básica, possibilitando que tenham condições de sobreviver. Paralelamente, torna-se necessário tentar reintegrar essas pessoas à sociedade, com a participação pública e privada de empresas, ongs e pessoas interessadas em resolver o problema.
A criação de serviços comunitários, que essas pessoas possam exercer e retribuir à sociedade o acolhimento recebido em abrigos públicos, seria uma forma de equilibrar e possibilitar a implementação dos abrigos. O trabalho de assistência social, com oferta de serviços para reintegração da população de rua à sociedade, deve ser implementado nas prefeituras, assim como a orientação para usuários de álcool, drogas e pessoas com transtornos mentais. Ações específicas para crianças e adolescentes em situação de rua são prioritárias para que não se tornem adultos marginais.
O aumento da população de rua é uma consequência direta da crise econômica que foi agravada pela pandemia, o que torna também importante a manutenção do auxílio emergencial pelo governo no momento atual, visando evitar que essa situação piore mais e se torne irreversível.