A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 03/03/2021

Durante a metade do século XX, a miséria no Brasil tomava proporções cada vez maiores, o trabalho no campo vinha perdendo seu lugar para a industrialização que se iniciava no país. Com isso, os mais pobres enxergaram uma oportunidade de uma vida melhor, dando início ao êxodo rural, com destino aos novos centros urbanos industrializados. No início, houve muita criação de emprego, mas com o passar do tempo, as vagas foram diminuindo e os centros urbanos possuíam uma população cada vez maior, originando moradores de rua e áreas suburbanas.

Um estudo realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, concluiu que 70,9% dos moradores de rua continuam a exercer algum tipo de atividade que lhe retorne uma remuneração, isso demonstra que, em grande parcela, essas pessoas não estão nesta situação por vontade própria. Porém, essa situação é tratada de uma forma inversa pela sociedade, uma vez que, os moradores de rua possuem um estereótipo de fracassados, vagabundos, perigosos, dentre outras coisas, mas a situação dos mesmos provêm mais de uma estrutura social adoentado do que uma escolha individual. É importante pontuar que, em muitos casos, problemas familiares e vícios em drogas e bebidas alcoólicas são as justificativas de um morador de rua, porém, estes mesmos causadores são provenientes de uma grave situação econômica vivida pelo país, pois uma pessoa pobre não consegue manter seu vício e uma vida estável ao mesmo tempo.

Por isso tudo, ficou evidente que o país se encontra em uma grave crise social, especificamente econômica, com isso, é dever do estado fomentar programas de acolhimento existentes, focar os gastos na educação básica, onde se encontram os mais pobres, e criar campanhas que visem ajudar ONGs que dão suporte para moradores de rua.