A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 04/05/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, assegura a todos os indivíduos o direito à moradia. Porém, o que se refere a população em situação de rua no Brasil, tal direito não tem sido garantido, uma vez que esse grupo é vítima de discriminação constante. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da má influência midiática e da formação familiar.

Em primeiro plano, a má influência midiática é um entrave no que tange a marginalização das pessoas em situação de rua no Brasil. Isso pode ser explicado segundo o pensamento do sociólogo Pierre Bourdieu, “aquilo que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão.” Tal afirmação comprova que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema. Desse modo, inverter a lógica e colocar os valores humanos em primeiro lugar é urgente.

Ademais, a má formação familiar é um desafio presente na problemática. De acordo com sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por esse viés, a questão da marginalização das pessoas que vivem nas ruas apresenta-se como um pensamento passado de geração em geração, o que dificulta seu extermínio por forças externas, já que o problema encontra-se dentro das casas das pessoas brasileiras e estende-se por uma longa linha do tempo.

Destarte, torna-se indispensável elaboração de medidas com o intuito de gerar políticas que amenizem o cenário da marginalização das pessoas em situação de rua no Brasil. Portanto, o Ministério da Cultura deve, por meio de propagandas midiáticas, demonstrar a importância que a família tem na formação de uma opinião coletiva e dos indivíduos, além de relatos de experiência e dados estatísticos, a fim de quebrar os paradigmas socialmente alimentados. Dessa forma, espera-se frear tal prolemáica.