A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 04/05/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo sexto, direitos iguais a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com êxito na prática quando se observa o aumento da população em situação de rua ao longo dos anos. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência governamental quanto da dependência de substâncias químicas.

Em primeira análise, é importante ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o problema. Nesse sentido, o que para muitos é algo básico, como moradia, alimentação e escolaridade, para eles é uma realidade distante. De acordo com o IBGE, apenas 3,2% da população que vive na rua possui ensino médio completo, o que é inadmissível, pois a dificuldade para se inserir no mercado de trabalho no futuro será maior. Sendo assim, é inegável que o desemprego, fator que contribui para a ida à rua, é fruto da negligência governamental que não assegura os mesmos direitos para todos.

Ademais, cabe ressaltar que o vício em drogas e álcool é um impulsionador do problema.Dados nacionais apontam que 35,5% da população em situação de rua do país referem o uso abusivo de álcool ou de outras drogas como a principal motivação para passar a viver e morar na rua.Portanto, essas substâncias servem como alternativa para minimizar o frio e a fome, o que tem por consequência a degradação de suas saúdes.

Diante do exposto, faz-se necessária medidas para conter a problemática. Cabe ao Governo Federal, junto com a Secretária Nacional de Assistência Social, reinserir os moradores de rua na sociedade, por meio de ações que garantam escolaridade, alimentação, moradia e bem estar, com o intuito de retirar essas pessoas das ruas e dar uma vida digna à elas. Dessa forma, a sociedade estará no caminho para o êxito dos direitos iguais, como alega na Constituição Federal.