A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 04/05/2021
Drummond, um escritor brasileiro renomado, em seu poema “No meio do caminho”, retrata, figuradamente, os obstáculos que o ser humano enfrenta na sua jornada. Analogamente, a população em situação de rua, no Brasil, está enfrentando diversos problemas na pandemia, mas antes dela já sofria também, seja com doenças, desnutrição ou até insônia. Logo, faz-se urgente a busca por soluções para estas problemáticas, que possuem como causas, a escassez de recursos e a aversão nutrida por esta determinada população.
Deve-se pontuar, que na pandemia, a situação de todos os brasileiros se encaminhou para um lado ruim, entretanto, para uma parcela da população, a dos moradores de rua, que já eram extremamente prejudicados anteriormente a este colapso na saúde mundial, as circunstâncias se definharam mais ainda, deixando estes, que já viviam na miséria, sem higiene, vestimentas e até mesmo alimentação, pois as pessoas, que antes faziam doações para a compra destes recursos básicos, agora, estão em suas casas, com medo de um vírus que não tem barreiras. Como exemplo, pode ser citada a pesquisa feita no ano de 2008, pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que comprova que 15,7% da população em situação de rua, tem como sua principal forma de renda a esmola.
Paralelamente, grande parte dos brasileiros possui aversão aos moradores de ruas e as suas condições precárias, muitas das vezes, atravessando a rua para não ter que passar por um, revirando o olhar e até ignorando os mesmos como se estes não existissem, tendo nojo e repulsa da sua espécie em comum, tratando-os como sub-humanos. E para demonstrar em tese este argumento, o artista Quino, retratou em uma de suas tiras, Mafalda e sua amiga passando por um mendigo, e a situação é de partir o coração das duas, mas em diferentes jeitos, para Mafalda, é necessário que ajudem as pessoas que vivem em situação de rua, já para sua amiga é preciso esconde-los, para que não precise mais olhar tais circunstâncias.
Destarte, é necessário que Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, juntamente com as escolas tomem providências que levem ensinamentos de empatia para a população brasileira, além de políticas públicas para a arrecadação de cestas básicas nas instituições de ensino, com cada jovem ou criança, levando algum produto básico, como comidas, mercadorias de higiene, roupas ou até algo mais simbólico como uma carta, porque palavras de carinho são fundamentais para a vida. Tais ações, podem ser organizadas nas próprias escolas com palestras sobre o amor ao próximo, para a compreensão da empatia e com metas de recolhimento para o mês, para que a cada 4 semanas, as pessoas em situação de rua, tenham pelo menos, a sua alimentação e higiene em dia.