A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 23/05/2021

Na obra Pré-Modernista “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o Major Quaresma, admirador das riquezas oriundas do país, acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. No entanto, ao observar a população em situação de rua no país, percebe-se que esses obstáculos ainda não foram superados, já que a passividade do governo e a má formação socioeducacional potencializam esse entrave.

Sob esse viés, deve-se ressaltar a omissão do governo com medidas suficientemente efetivas para combater a situação da população de rua no Brasil hodierno. Embora a elaboração da Constituição Federal seja baseada no sonho de bem-estar social para todos os indivíduos, incluindo o direito à isonomia, isso não ocorre de maneira efetiva. Nesse sentido, o capitalismo exacerbado, a má distribuição de renda, bem como a ausência de programas sociais que visem acolher essa parcela da sociedade comprovam a média de cerca de 1 milhão de moradores de rua no país, segundo o Jornal Data Folha. Logo, percebe-se que essa inaceitável questão de vulnerabilidade do Estado configura não só como um irrespeito colossal, mas também uma desvalorização descomunal e, portanto, deve ser modificada em todo território.

Ademais, é fundamental pontuar a má formação educacional como um dos complicadores para a atual situação da população de rua no Brasil. Nessa perspectiva, é notória a carência de medidas efetivas por parte das autoridades como Ministério da Educação para que o cenário brasileiro seja alterado. Isso, consoante o pensamento de Nelson Mandela de que apenas a educação é capaz de mudar o mundo, expõe que esse conceito encontra-se deturpado no país, à medida que os investimentos destinados à educação como cursos profissionalizantes em âmbitos escolares e a falta de infraestrutura, principalmente em áreas periféricas com o intuito de promover a inclusão social, só decrescem. Desse modo, as instituições devem agir com urgência para formar cidadãos instruídos.

Portanto, diante dos argumentos supracitados, medidas são necessárias para minimizar essa situação. Para isso, o Governo Federal, instituição promotora do bem-estar social, deve apresentar mecanismos para combater a atual situação da população de rua no país, por meio de investimentos no Ministério da Cidadania, o qual vise a consolidação de políticas públicas, com a finalidade de garantir oportunidades de desenvolvimento e exercício da cidadania. Outrossim, o Estado deve aprimorar as insfraestrturas no âmbito escolar, instituindo cursos profissionalizantes, a fim de contribuir para formação profissional dos indivíduos. Assim, tornar-se-á possível, o Brasil acançar o patamar de nação desenvolvida, como propôs o Major Quaresma.