A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 16/06/2021

Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os que têm o direito ao Eixo Social (Educação, assistência, segurança, saúde, proteção) e ao bem-estar social. Conquanto, a população em situação de rua no Brasil está impossibilitada de desfrutar desse direito na prática, e esse problema é exclusão não só por exclusão social, mas também por negligência governamental. Com efeito, debater sobre essa problemática é imprescindível.

Em primeira análise, é importante destacar que as pessoas em situação de rua já enfretam diversas dificuldades como não ter um lar, comida e proteção, apesar de tudo isso, são vistos e tratados como inferiores da sociedade. Nesse sentido, as pessoas estão enganadas se acham que, discriminar, assassinar, agredir, expulsar ou fingir que esses grupos não existem contribuem positivamente com a situação ao passar de cobrar dos órgãos governamentais. Dessa forma, a terceira lei de Newton necessária que, para toda ação, existe uma reação. Sendo assim, utilizar uma exclusão social como ação é uma atitude que irá apenas mascarar a realidade, e, assim, perpetuar a segregação como reação.

Em segunda análise, a negligêcia governamental tem papel fundamental nessa paradigma. De acordo com a revista “Exame” o Brasil é uma das dez maiores economias do mundo, seria racional acreditar que o país possui um sistema de acolhimento, proteção e saúde eficiente para uma população em situação de rua. Contudo, a realidade é outra, esse contraste se reflete na ausência de assistência e abrigos de qualidade para esses grupos vulneráveis, haja vista que na rua estão expostos a doenças, frio, fome, violência, invisibilidade social, além de álcool e drogas que são a forma mais “fácil” dos moradores de rua encararem a realidade vivida por eles. Segundo Hegel, o estado é o pai da população e tem o dever de proteger seus filhos. Desse modo, é necessário promover assistência governamental a essa população vulnerável para impedir que ela permaneça nessa circunstância.

Portanto, é mister que as atitudes sejam tomadas para amenizar essa situação. Para isso, a Mídia, grande difusora de informações, deve utilizar as redes sociais para divulgar documentários sobre a realidade da população em situação de rua e os perigos a que estão expostos, para que a coletividade possa saber desse problema e a partir disso cobrar dos órgãos políticos a melhora de vida dessa parcela da coletividade. Em adição, o Ministério dos Direitos Humanos, por intermédio do Poder Executivo devem aumentar as oportunidades de emprego e educação para que esses moradores tenham como reconstruir sua vida, ademais, devem garantir construções de abrigos de qualidade, com direito a cuidados médicos e psicológicos, para proporcionar saúde sem a utilização de álcool e drogas. Somente assim,