A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 08/06/2021

No livro “A Revolução dos Bichos” de George Orwell é abordado acerca das adversidades de classe, fazendo uma analogia para os indivíduos que trabalham muito e possuem um salário precário. Da mesma forma, os cidadãos submetidos a situação de rua em sua maioria são indivíduos de classe baixa, que não conseguiram renda suficiente para sustentar uma residência, isso é ocasionado pela modernização das relações trabalhistas. Além disso, os cidadãos possuem preconceitos e estigmas com moradores de rua em território nacional, porém, eles não são os verdadeiros culpados de sua situação, visto que o Estado não executa seu papel em garantir os direitos de toda a comunidade.

Em primeira análise, consoante com o pensamento do Papa Francisco, que profere que não só as guerras que corrompem a sociedade mas as injustiças e os preconceitos também. Deve-se salientar que a injustiça social brasileira é a principal justificativa para o crescimento de moradores de rua no Brasil. Analogamente, a modernização das relações trabalhistas fomenta o desemprego, fazendo com que várias famílias sejam incapazes de sustentar suas residências, isso faz com que esses grupos sejam despejados nas ruas e consequentemente forçados a viver sem teto e sob nenhuma segurança. Além disso, os salários baixos e desiguais concentram parte da culpa das exorbitantes diferenças sociais no Brasil, isso fomenta indivíduos marginalizados, além de putrefazer a sociedade nacional.

Sob um segundo olhar, de acordo com a teoria de Edmund Burke, que alega que é dever do Estado proteger seus cidadãos, deve-se evidenciar o descaso do Governo com os cidadãos desamparados. Outrossim, as rarefeitas políticas públicas que amparam a comunidade desprovida de emprego são insuficientes, isso fortifica as injustiças sociais. Da mesma forma, os cidadãos de classe média e alta possuem estigmas acerca dos indivíduos em situação de rua, como se os mesmos tivessem escolha de onde morar, porém, a maioria dos desamparados não conseguem sustentar uma casa, isso somado com a ausência de amparo governamental ocasiona situações delicadas.

Por tal prerrogativa, é de incumbência do Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Economia amparar a população desempregada, sendo efetuado por meio de projetos sociais que abrirão vagas de emprego para indivíduos marginalizados, além de oferecer especialização estudantil para os cidadãos, por meio de programas como a Educação de Jovens e Adultos (EJA), com a finalidade de reduzir o número de moradores de rua em território nacional, além de corroborar com a teoria de Edmund Burke. Outrossim, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve informar a comunidade acerca dos preconceitos na sociedade e suas consequências, por meio de palestras nos centros comunitários e com o objetivo de erradicar os estigmas acerca da população carente.