A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/06/2021

Com o início do inverno, muitos olhos são direcionados a quem vive nas ruas, justamente por não possuírem uma moradia para se abrigar do frio intenso. Mas, essa “solidariedade” pode ser apenas um disfarce para segundas intenções, como ganhar fama de filantropo. Visto isso, é correto afirmar que a esmagadora maioria das pessoas, na verdade, se incomoda com indivíduos em situação de rua, até mesmo sem perceber, e ainda apontam o governo como o maior culpado.

Esse preconceito é causado principalmente pela divisão de classes, desenvolvido desde os primórdios da história humana, como os faraós e reis antigos que supostamente eram descendentes diretos dos deuses, louvados com ouro e soberania, enquanto a plebe era vista como incapaz e imunda. Portanto, crescemos e somos ensinados como espécie neste contexto ainda não superado, assim resultando em uma sociedade dividida em “status”, soberba e humilhação, e que se sustenta, porque quem está acima sempre fará de tudo para não perder sua posição.

Além disso, é comum observar pessoas tratando moradores de rua como indefesos, mas é incomum observar pessoas os ajudando de forma efetiva ou por simples boa vontade. Acreditar que o próximo ajudará ao invés de ajudar por conta própria e ainda criticar a situação desses cidadãos é o auge da hipocrisia social, formando gerações e gerações que pensam sem atitude.

Desse modo, a sociedade tem de pensar no próximo e ajudá-lo, como oferecer ajuda remunerada em troca de algum serviço básico, por exemplo. Bem como o governo e as instituições privadas de ensino precisam aumentar o ensino em qualidade e quantidade, por meio de projetos e estratégias de ensinar que consigam manter os alunos na escola por interesse dos próprios. Contudo, a finalidade destas ações seria reduzir os problemas enfrentados por aqueles em situação de rua e evitar que mais pessoas cheguem nesta situação.