A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 15/07/2021

O livro Capitães da Areia, de Jorge Amado, conta a história sobre um grupo de meninos que foram abandonados e que cresceram nas ruas de Salvador, retratando as dificuldades de sobrevivência nesse meio, o preconceito e a marginalização. De forma análoga à realidade, observa-se uma cenário muito semelhante à do romance na sociedade brasileira, uma vez que há muitas pessoas em situação de rua no país. Esse problema deve-se principalmente à negação da direitos e tem como uma das consequências a exclusão social. Diante disso, é importante que o Estado promova medidas que promova o bem estar desse grupo e que conscientize a população a ser mais solidária.

Inicialmente, pode-se notar que os moradores de rua não são alvos de políticas públicas que buscam melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. Nesse sentido, de acordo com o sociólogo Thomas H. Marshall, cidadania é um conjunto de direitos políticos, civis e sociais garantidos por meio de uma Constituição. Diante dessa perspeciva, observa-se que o Estado brasileiro não tem cumprido seu papel previsto na Carta Magna, uma vez que não é estendido à esses indivíduos principalmente os direitos sociais, não só como a moradia, mas também o acesso à saúde, à educação, ao trabalho, dentre outros. Diante disso, é preciso uma maior atuação do governo para garantir a cidadania as pessoas sem moradia.                                                                                                                                                              Em segundo lugar, como consequência da negação de direitos básicos aos moradores de rua, esses indívudos são marginalizados na sociedade e são vítimas da invisibilidade por grande parte dos brasileiros. Nesse contexto, segundo o sociólogo francês Pierre Bourdieu, a violência não precisa necessariamente de uma forma física para ser manisfestada, mas pode se dar também por meio de símbolos, como a segregação, o preconceito e a discriminação. Em face do exposto, constata-se que os indivíduos em situação de rua experenciam a violência simbólica, uma vez que são ignorados quando pedem ajuda, sofrem agressões verbais e são excluídos da maioria dos espaços públicos e privados. Assim, é imprescindível desenvolver a empatia da população em relação à esse grupo.

Portanto, com o objetivo que promover uma melhor qualidade de vida aos moradores de rua, é necessário que o Estado amplie os direitos sociais à esses brasileiros, por meio da construção de abrigos que, além de um ambiente adequado para descanso, devem conter restaurantes populares, acesso à consultas médicas, programas de lazer e  cursos de capacitação profissional. Além disso, a fim de minimizar a violência simbólica contra esse grupo, é fundamental que o Ministério da Cidadania realize campanhas de conscientização, mediante propagandas nos rádios, na televisão e nas redes sociais que incentivem a doação artigos básicos e ações de empatia e solidariedade.