A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 17/08/2021
A Constituição Federal de 1988, norma de maior valor jurídico do Brasil, garante o direito à educação, saúde e segurança a todos. Entretanto, esses e outros direitos não são garantidos de forma adequada aos moradores de rua do país. Sendo assim, percebe-se que a situação precária vivida pela população em situação de rua persiste no Brasil, seja pela falta de oportunidades de emprego, seja pela carência de qualificação profissional.
Nesse sentido, evidencia-se que a falta de oportunidades de remuneração é determinante para permanência do problema. Segundo Simone de Beauvoir, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”, frase que se relaciona com a atual situação do Brasil, onde a vasta quantidade de moradores de rua já se tornou comum na sociedade. Essa condição está relacionada com o preconceito da sociedade contra eles, discriminação a qual lhes tira a oportunidade de emprego, impossibilitando que haja uma reestruturação em suas vidas. De acordo com os dados do MDS(Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), cerca de 47% da população de rua nunca teve um emprego formal, o que demonstra a falta de oportunidades de emprego fornecidas a eles no país.
Outro ponto relevante é a escassez de oportunidades de qualificação. Em um mercado de trabalho que se torna cada vez mais exigente, fica difícil conseguir entrar nele se você não apresenta as qualificações necessárias. Situação semelhante aos dos moradores de rua do Brasil, que devido a suas baixas escolaridades, o encontro de oportunidades de emprego se torna difícil. Segundo dados do MDS, cerca de 77% dos moradores de rua não apresentam segundo grau completo, que hoje é obrigatório às crianças do país e que para os contratantes é considerado como essencial.
Infere-se, portanto, que os empasses da população em situação de rua devem ser mitigados. Logo cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome a criação de campanhas de qualificação, feitas por meio de cursos profissionalizantes, distribuídos na forma de aulas e realizados nos locais públicos, como: parques, praças e ambientes fechados da cidade, ajudando na busca de emprego destas pessoas e possibilitando uma reestruturação econômica. Tais medidas tem como objetivo tornar as dificuldades dos moradores de rua menor, deixando a sociedade mais democrática.