A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 24/08/2021

A Declaração Universal dos Direitos humanos afirma que todo cidadão, sem distinção, tem direito a um padrão de vida que lhe assegure uma moradia. Todavia, apesar de um direito básico, a população em situação de rua aparece como costumária na sociedade. No Brasil, isso ocorre pela falta de zelo sobre quem vive sem o privilégio de um domicílio, além da concentração de renda do País.

Inicialmente, a falta de empatia acerca da população de rua favorece uma estagnação do problema. Nessa vista, para o sociólogo Karl Marx, a “reificação” do ser humano consiste na sua objetificação, isto é, tratá-lo como se fosse apenas um objeto qualquer. Tal teoria é posta à prova ao se tratar dos cidadãos desabrigados, visto que são abordados com desprezo pela sociedade mais privilegiada, sobretudo ao se levar em conta à falta de olhar, o trocar de calçada e a ignorância perante esses indivíduos, atos já fixados na coletividade brasileira. Dessa forma, tais ações os marginaliza e os coloca a um status de invisibilidade social, o que apenas contribui para que se mantenham pelas ruas.

Outrossim, a falta de divisibilidade da renda do País contribui exponencialmente para a problemática. Sob esse viés, o filme “Elysium” aborda uma sociedade dividida entre ricos e pobres; esses vivem na terra defasada, sem domicílios dignos, aqueles vivem em uma cidade no céu, rica e cheia de vida. Apesar de ficção, a realidade brasileira não destoa da película, dado que a concentração de renda entre as classes médias e altas (em suma, as altas), se reverbera em um retraimento das classes mais baixas. Desse modo, é comum ver mais “casa sem gente do que gente sem casa”, pois, apesar da moradia ser um direito básico a todo ser, a importância dela é reduzida diante dos anseios de uma sociedade capitalista.

Por fim, para auxiliar a população em situação de rua no Brasil, o Governo Federal necessita promover domicílios para os necessitados, por meio de uma reforma social, que consista na viabilização de auxílios financeiros somada à residência gratuita (articulada graças à desocupação das áreas improdutivas do País, tanto no campo quanto na cidade) para os que hoje “moram” nas ruas brasileiras. Em síntese, tal planejamento é preciso para que a importância da moradia seja, de fato, valorizada por todos, e que o direito mais básico previsto na Declaração universal dos Direitos Humanos seja cumprido.