A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 21/09/2021
Segundo o filósofo T.H. Marshall, minoria é a parcela da população que não recebe os diretos básicos garantidos na constituição, como os direitos civis e políticos. Sob esse viés, sabe-se que a população em situação de rua, infelizmente, se encaixa nesse parcela, pois, são invisíveis perante o Estado e a população. Isso se deve a questões socioeconômicas e suas respectivas consequências.
Em primeiro lugar, é preciso debater as causas dessa problemática. Apesar de inúmeras raízes, todos os problemas remetem a um único caminho: a economia. Logo, com a crise econômica, a taxa de desemprego cresce, refletindo diretamente na vida dos brasileiros, pois é comum que diversos setores entrem em falência. Assim, com a demissão em massa num país altamente populoso e com poucas oportunidades, muitas famílias não encontram alternativas para sobreviver, recorrendo a tal vulnerabilidade.
Segundo o filósofo Platão, “O importante não é viver, mas viver bem.” Essa frase está diretamente ligada a importância da qualidade de vida para o ser humano. Dessa forma, além da minoria sofrer a chamada segregação, sofre também preconceito e exclusão social, como se fossem invisíveis. Além disso, segundo o site Senado.Leg, 35,5% da população em situação de rua está envolvida com álcool e droga, outra consequência que reflete no aumento do tráfico essa parcela do país.
Por fim, cabe ao Ministério da Cidadania garantir que a minoria tenha acesso aos direitos básicos, por meio da criação de um projeto para auxuliar na recuperação dessas pessoas de volta ao cotidiano, através da construção de lares públicos com atendimento psicológico e que instrue o indivíduo a ingressar no mercado de trabalho, com o objetivo de diminuir a desigualdade social enraizada no Brasil. Assim, será possível garantir uma boa qualidade de vida, segundo Platão e assegurar os direitos básicos, previstos por Marshall.