A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 25/09/2021

Com o fim da escravidão no Brasil, em 1888, se observou uma elevação na taxa de indivíduos em situação de rua. Tal condição, originou mais um problema social que ainda é existente na sociedade brasileira e que precisa ser debatido. Logo, se faz necessário compreender as falhas do Estado na tentativa de solucionar a questão, bem como apresentar possibilidades à população atingida por esse fato.

Tendo em vista tais pontos, pode-se relacionar a problemática com a ideia de contrato social apresentada pelo filósofo Thomas Hobbes. Ou seja, no momento que a comunidade elege um representante ele tem como função amenizar os dramas sociais. Porém, se observa que no contexto atual poucas são as ações que de fato tem a finalidade de combater a questão das pessoas em situação de rua, sendo observado apenas atuações pontuais em casos que se tornam evidentes na mídia, a exemplo o combate as mortes de moradores de rua nos períodos frios do ano, situação essa que promove assistência apenas em um momento, sem efetividade continua que promova resolução do dano social.

Além disso, promover ações de combate devem ser realizadas com o foco em permitir que o indivíduo supra suas necessidades de capacitação. Para o filósofo Michel de Montaigne a educação é ferramenta de uso social util. No entanto, percebe-se que muitas vezes quem se apresenta em situação de rua não possui o mínimo para uma chance de se inserir em uma profissão, e desse modo se retirar da condição de morador de rua. Isso muitas vezes relacionado a origem desse ser social, que de certo modo são originários de locais mais carentes do país como o norte e nordeste, e dessa forma se tornam mais propensos a serem moradores de rua em caso de não adaptação em grandes centros.

Portanto, diante do exposto se faz fundamental uma atuação conjunta do Governo Federal em todos os seus segmentos com a população. Com o foco em promover uma revisão nos planos de combate a questão dos crescentes números de pessoas em situação de rua, ao definir planos continuos e que sejam capacitadores, a fim de promover inclusão social e melhoria na condição de vida das pessoas que vivem nas ruas dos mais diversos centros urbanos do país por meio de construção de vilas comunitárias de caráter sustentável , ou seja, que possam abrigar e desenvolver a população afetada. Ademais, ampliar a atuação e efetividade dos planos sociais nas regiões mais pobres, com o objetivo de reduzir o fluxo de pessoas  carentes que tentam migrar e que estão sem capacitação adequada para os grandes centros. Desse modo pode-se  evitar que marcas da história se mantenham presentes na sociedade atual.