A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 27/09/2021
A Constituição Federal de 1988, documento judicial mais importante do país, prevê, em seu artigo 6°, a assistência aos desamparados como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal premissa não tem se ratificado na prática quando se observa a população em situação de rua no Brasil, reprimindo, deste modo, a universalização desse direito social. Dessa forma, é cabível analisar o capitalismo e a dependência química como fatores que corroboram o descaso constitucional.
Primeiramente, é fulcral pontuar que o capitalismo está intrinsecamente ligado à situação desse grupo, porventura dos avanços tecnológicos. Segundo o físico alemão Albert Einstein, a tecnologia hodierna superou nossa humanidade. Nesse sentido, as grandes empresas trocaram a mão de obra por máquinas e reduziram os investimentos de contratos, já que os aspectos econômicos referentes são mais vantajosos, destarte, essas medidas aumentam a quantidade de desempregados por conduta da modernização e, infelizmente, no agravamento da problemática sobre a sociedade.
Além disso, vale ressaltar a dependência química como promotora do entrave. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, quase 40% dos desamparados entrevistados foram para a rua devido aos problemas com álcool ou drogas. Nesse ínterim, a dependência de álcool e outras drogas levam à fragilidade nos laços familiares, sociais e a dificuldade em manter atividades cotidianas, ademais, a pessoa dependente realiza todos os obstáculos para o cunho de sua “satisfação” com as drogas - roubos, crimes, abandono familiar, ou seja, fatores que ajudam na isolação e marginalização nas ruas, como única opção.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, o Ministério do Trabalho e Previdência, em conjunto com a mídia nacional, deve alterar essa realidade, por meio de medidas protecionistas a favor da inserção média de cidadãos assalariados em grandes empresas e promover cursos de capacitação técnica para essa parcela social; além disso, criar campanhas contra drogas e seus efeitos reais, com a ajuda de especialistas e vítimas dessas situações. Assim, espera-se fomentar uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Constituição Federal de 1988.