A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 30/09/2021

O longa-metragem “De olhos abertos” expõe o cotidiano das pessoas invisibilizadas no convívio na cidade e nas políticas públicas. Evidentemente, esse óbice está implementado na realidade brasileira e promove a elevação da discrepância social. Diante disso, o descaso com a população em situação de rua no Brasil é fruto tanto da sociedade capitalista quanto do prejulgamento com essa parcela populacional.

A princípio, a desigual distribuição das riquezas acarreta o desprezo com os indivíduos indigentes. Conforme o alemão Karl Marx, “A desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas”, de modo claro, a atualidade enaltece as classes sociais endinheradas e menospreza os desafortunados.

Outrossim, em situações de pobreza extrema a desatenção e/ou aversão tornam-se maiores, visto que moradores de rua são julgados como seres irracionais. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), no primeiro semestre de 2020, foram registrados 221.869 pessoas em situação de rua no Brasil. Posto isto, é nitído que as causas que levaram a essa conjuntura são as mais diversas, entretanto, são idealizados esteriótipos em torno dos motivos, por exemplo, que todos são drogados ou alcólicos, pois são postos como a escória da sociedade e enjeitados pelo Estado.

Portanto, faz-se necessário que o Estado tome as providências para melhorar as condições de vida dos cidadãos. Dessa maneira, é dever do Ministério da Habitação e do Bem-Estar Social promover moradias dignas para essa parcela, por meio de reformas ou construções de habitações, em razão da relevância que a residência estável propicia o bem-estar para realização de outras tarefas. Em decorrência disso, a população com casas fixas iria ter maior disponibilidade para auxiliar o convívio social.