A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 02/10/2021

Segundo o filósofo John Locke, é dever do Estado garantir os direitos naturais, como: vida, liberdade e propriedade privada. Entretanto, estes direitos não estão convertendo-se em garantia, visto que, o número de pessoas em situação de rua é nocivo, além disso, a ausência de políticas públicas para a população em vulnerabilidade tange esse obíce. Sob esses aspectos, é necessário analisar as principais causas, como a reserva urbana, escassez de empregos e qualificações e possíveis medidas relacionadas a esse desmonte.

Nesse contexto, é importante destacar que a metrópole muda a vida dos indivíduos, com isso, tendem a não se preocuparem com tudo que acontece. O sociólogo Georg Simmel, fala sobre a reserva urbana, no momento em que a corporação das grandes cidades concentram diversos problemas , não conseguem reparar as pequenas situações do dia a dia, como moradores em situação de rua. Nesse sentido, a reserva industrial, a qual se encontram parte da população, culmina para que suceda mais casos de pessoas vulneráveis, posto que, não pode mudar o que não é visto. É, portanto, inadmissível que a sociedade prossiga sendo egoísta e negligenciando uma vida digna para todos.

Ademais, outro fator relevante é a ausência de qualificação que recluta a falta de ofertas de empregos. A Terceira Revolução Industrial que ocorreu na década de 1950, ocasionou diversas mudanças, como a busca por profissionais altamente qualificados. Nessa perspectiva, a população em situação de rua na maioria dos casos não tem ensino médio ou superior completo, dessa maneira, não conseguem ter um emprego e condições mínimas para sobreviver, tal população carece de oportunidades na educação e no mercado de trabalho. Em vista disso, é inaceitável que o Estado prossiga sem ofertar chances igualitárias para todos.

Sendo assim, pode-se inferir que esse problema está em questão no Brasil e carece de soluções. Dessa forma, o Ministério dos Direitos Humanos, em parceria com o Poder Legislativo, devem criar projetos para a qualificação da população vulnerável, em adição, engendrar programa de auxílio monetário, por meio de alargamento de verbas, discussões no planalto e cursos técnicos, com a participação ativa da população, dos políticos e dos educadores, a fim de que a população em situação de rua não seja mais uma realidade possível na sociedade brasileira. Deste modo, os direitos naturais estarão sendo exercido.