A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 01/11/2021

A Constituição federal garante, com dever do Estado, o direito à moradia e a melhoria das condições habitacionais da população. No entanto, essa jurisprudência é contestada, uma vez que há a problematização da questão da população em situação de rua no Brasil. Inquestionavelmente, essa falha ocorre devido à insuficiência de palestras de ensino em escolas e faculdades, voltadas para os consequentes do aumento do índice de moradores de rua no país e a falta de regulamentação de leis que visam assegurar o acesso a habitações para os cidadãos desfavorecidos.

A princípio, deve ser ressaltado que a União falha ao não promover debates, em instituições de ensino, sobre a urgência do amparo aos moradores de rua na federação. Indubitavelmente, modalidades de ensino focadas na criação de programas que visam reconhecer e extinguir as causas da pobreza, são necessárias, mas a falta de incentivo governamental a essas discussões acarreta a desconsideração dos impactos dessa problematização no IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, brasileiro, que caiu cinco posições no ranking mundial desde 2019. Outrossim, a carência de apoio dos órgãos legislatoriais tem como seguimento o desconhecimento das massas sobre o aumento da taxa de habitantes de rua. Por conseguinte, a falta de investimento governamental e da inépcia da população, o número de pessoas em situações de rua continuará a crescer, afirmação que é exemplificada pelo G1, com a taxa de 66 mil sem-tetos, em São Paulo.

Ademais, é de conhecimento público que a exiguidade de regulamentação de leis é um dos empecilhos que impedem o auxílio a população em situação de rua no Brasil. Sob o mesmo ponto de vista, segundo o veículo de informações UOL, as leis existentes, como a Constituição federal, que garante aos cidadãos o acesso a habitações, são uma referência, mas somente com os decretos regulamentares são especificados os detalhes de como uma norma irá agir. Visto isso, é evidente que sem a estandardização, a democratização da aquisição de residências será adiada, circunstância essa que, conforme o Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, acarretou 220 mil pessoas morando nas ruas, em 2020.

Em suma, com a falta de palestras de ensino e o desprovimento de regulamentação de leis, urge que o Ministério da Cidadania organize palestras mensais, mediante anúncios em meios de comunicação on-line, que permitirão o diálogo entre os participantes para politizar a população sobre a população em situação de rua no Brasil. Ademais, promover assembleias públicas, em organizações de aprendizagem, para instruir as massas sobre os índices alarmantes de cidadãos desprovidos de moradia no país, o que resultará em uma nação informada, com o efeito de criar cidadãos mais conscientes.