A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 05/11/2021

Na obra ‘‘O grito’’, de 1893, o renomado pintor francês Edvard Munch utiliza cérebres nuances de pinceladas para retratar o espanto nas linhas faciais do protagonista. Mais de 120 anos depois, esse sentimento se faz presente no semblante nacional em virtude do expressivo contigente de moradores de rua no território. Sob essa ótica, destaca-se algumas questões nesse contexto hodierno, como os impactos dos dilemas psicossociais e a vulnerabilidade diária dessas pessoas. Logo, rever a situação é inprescindível para solucionar as vicissitudes causadas pela vivência miserável e garantir bem estar a todos cidadãos.

Nesse viés, convém enaltecer, que em conformidade com a afirmação encontrada na obra filosófica de Aristóteles em “Ética e Nicomâco’’, as carências e os distúbios acarretam relevantes mazelas sociais, por exemplo os indigentes ou inquilinos das avenidas brasileiras. Desse modo, percebe-se que essa filosofia faz-se análoga ao cenário atual dos seres em situação de rua, já que o desemprego, o alcoolismo e o consumo de drogas ilícitas resultam nessa penúria. De fato, segundo dados do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 78% dos indivíduos abandonam os lares em razão aos vícios e 21% são forçados pela falta de renda gerada através da ociosidade laboral.

Sob esse raciocínio, ressalta-se, em detrimento das péssimas condições de vida enfrentadas por esse contingente populacional, torna-se , infelizmente, mais propenso a suscetibilidade frente às hostilidades humanas, tais como os xingamentos. Seguindo esse pensamento, o sociólogo polônes Zygmunt Baumann,por meio da literatura “Modernidade Líquida’’ afirma que o individualsimo é uma das princiapis marcas-e o maior problema- da era moderna. Visto que, muitas criaturas tendem ser incapazes de tolerar diferenças, ter compaixão ao próximo e serem capazes de violentar os mendingos sob justificativas de uma visão preconceituosa.

Portanto, diante dos fatos supracitados, é notório que pretextos socio-econômicos ocasionam intempéries de amplo alcance recorrentes no dia a dia desse grupo. Então, urge das insitituições formadoras de opiniões, como escolas e universidades, em parceria com ONG’s(Organizações Não Governamentais), por intermédio de encontros semanais, realizar palestras e debates socioeducativos à comunidade  a fim de valorizar a igualdade, estimular o tratamento clínico dos viciados e estimular a empatia. Outrossim, cabe ao Governo Federal em parceria com o CRAS(Centro de acolhimento social) municipal, mediante reoniões, formular programas alimentícios, dar apoio psicológico e  disponibilizar cursos profissionalizantes. Dessa maneira, o sentimento ilustrado no quadro expressionista não existará no semblante dos brasileiros em pleno século 21 acerca desse tema.