A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 20/11/2021
No seriado “Chaves”, aborda-se a história e o cotidiano de um menino orfão e morador de rua, bem como todas as situações cruéis vividas pelo protagonista como a falta de alimento concomitante com o desabrigo enfrentado pelo mesmo. De maneira semelhante a isso, observa-se no Brasil, uma conjuntura equivalente, aonde ocorre o crescimento exponencial de uma população em situação de rua que está expostas às condições mais desumanas possíveis. Nesse prisma, destacam-se os dois aspectos importantes: como falhas nos devidos cumprimentos dos Direitos Humanos e a precariedade do sistema educacional em fornecer e incentivos todos os jovens e adolescentes com o intuito de evitar que o abandono os leve para as circunstâncias expostas.
A priori, é explícito na Declaração Universal dos Direitos Humanos promulgada em 1948, o direito a moradia para qualquer indivíduo. Entretanto, os direitos supracitados apresentam deploráveis condições em diversas cidades brasileiras, uma vez que, segundo o Sistema Único de Assistência Social, 222 mil brasileiros afirmou-se em situação de rua. Outrossim, constata-se que apesar da existência de leis que amparem a população braisleira, ainda se perpétua ou descaso governamental em promover práticas e programas que ascendam qualidade de vida ao povo.
A posteriori, é notório o fato de que a educação tem o papel de extrema essencialidade em moldar a coletividade. Desse modo, segundo o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo. Consoante a isso, uma frase explicativa o poder da pedagogia em transformar o corpo social. Ademais, a falta de discernimento na estruturação do sistema educacional, com políticas rígidas e academicistas, resulta em afastar os jovens das escolas, desestimulando seus objetivos.
Destarte, depreende-se a adoção de medidas que venham contém uma população em situação de rua no Brasil. Dessa maneira, cabe à Secretaria Nacional de Habitação realizar a criação de programas socioeconômicos que viabilizem moradia à parte dos cidadãos supracitados, por meio de parcerias com associações voltadas a construções, bem como campanhas com associações não governamentais alinhadas ao objetivo de inserir essas pessoas no meio social e econômico novamente. Somente assim, o direito à habitação citado pelos Diretos Humanos será alcançado, ao mesmo tempo que as condições desumanas evidenciadas pela vivência nas ruas serão extintas.