A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 02/03/2022
O escritor inglês Thomas More, em sua obra “Utopia”, descreve uma ilha governada por uma monarquia constitucional que preza pelos desejos dos súditos, buscando construir uma comunidade livre de injustiças sociais. Por outro lado, a realidade de muitos brasileiros é antagônica a obra de More, pois a falta de auxílio governamental faz com que eles tenham que viver em situação de rua. Ademais, a própria sociedade tem a sua parcela de culpa nessa problemática.
Nesse contexto, é necessário destacar a negligência do Estado perante a situação dos indivíduos que vivem em extrema carência material. Segundo a Constituição Cidadã, norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro, é papel do governo assegurar uma condição de vida digna aos cidadãos. No entanto, conforme dados da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, apenas na capital paulista existem mais de 30 mil pessoas em situação de rua. Logo, é possível observar que a carta magna brasileira não é respeitada, visto que uma grande parcela da população não tem acesso aos seus direitos básicos.
Em segundo lugar, é importante salientar que a sociedade brasileira também tem sua parcela de culpa no problema. Sobre esse assunto, o sociólogo Zygmunt Bauman em seu conceito de modernidade líquida, informa que a volatilidade do mundo atual acaba fragilizando as relações sociais. Dessa maneira, os indivíduos estão preocupados em buscar o prazer individual, deixando o bem-estar da coletividade em segundo plano. Como resultado, o cidadão moderno acaba fazendo vista grossa aos males sofridos por determinados grupos.
Portanto, é necessário tomar medidas que auxiliem a população em situação de rua no Brasil. Para isso, o Governo Federal, órgão responsável pela administração e manutenção do país, deve criar programas que promovam a reinserção desse grupo na sociedade, por meio de ações que garantam a moradia, alimentação, saúde e emprego desses indivíduos, com o intuito de reintegrar e proteger os membros dessa comunidade vulnerável. Ademais, é necessário que os veículos de imprensa façam campanhas, tanto na televisão quanto nas redes sociais, que divulguem e motivem a ajuda ao próximo, a fim de diminuir o individualismo.