A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 03/05/2022

“Amai uns aos outros como eu vos tenho amado”, princípio da vida escrito na Bíblia Sagrada que foi pregado por Jesus Cristo. Entretanto, o terrível cenário da população brasileira em condição de rua revela uma total desconexão com esse preceito, tendo em vista a escassez do amor entre as pessoas, além da não garantia do direito básico à moradia e ao bem estar social, os quais são defendidos pela Constituição Federal de 1988. A insufiência de políticas públicas e a conformidade da sociedade contribuem de forma efetiva para a persistência da questão em pauta.

Em primeira instância, vale destacar que conforme a filósofa alemã, Hannah Arendt, " a essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos". Porém, a falta de programas coletivos, com relação à valadição do que é prometido as pessoas carentes, que encontram-se em situação de rua, inibem o progresso pessoal bem como o total, e por conseguinte, tal fato acarreta diretamente no aumento da segregação entre as camadas sociais. Ademias, é dever do estado promover e assegurar que os cidadãos tenham acesso às concessões garantidas pela lei.

Em segunda instância, vale ressaltar que segundo o educador brasileiro, Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Diante dessa óptica, é claroevidente a codependência entre o homem e a educação. Sendo assim, é notável que o descaso populacional e a não recorrência dos moradores de rua a suas garantias universais geram uma visão determinista e inalterável, a qual prejudica a integridade e a busca de mudança.

Portanto, conforme os fatos supracitos, é necessário a tomada de decisões que revertam o cenário vigente. Sendo assim, cabe ao Governo Federal direcionar recursos a regiões marginalizadas, por meio de investimentos econômicos, que devem ser usados para o aumento de políticas redistributivas, a fim de possibilitar o desenvolvimento igualitário. Além disso, urge que o Ministério da Economia em união com os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), ofertem acolhimento e palestras em meios públicos, voltadas para a elucidação do público leigo quanto aos direitos e deveres socais, com a finalidade de romper com a cultura de aceitação.