A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 11/09/2023
“Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação.” Na música “Que país é este?”, da banda Legião Urbana, há a denúncia acerca de diversos problemas sociais. Na realidade brasileira, isso pode ser observado enquanto o individualismo e a inoperância estatal agrava a situação de pessoas em situação de rua no Brasil. Nesse sentido, faz-se imprescindível remediar esse impasse em prol da plena harmonia social.
A princípio, vale destacar a falta de empatia existente em grande parte da sociedade como uma das raízes do problema. Dessa forma, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, em sua tese “Modernidade Líquida”, a contemporaneidade é marcada pela volatilidade das relações sociais. Sob esse viés, ressalta-se que a passividade coletiva, perante a esse grupo social em vulnerabilidade, demonstra a realidade bauniana. Isso acontece, porque, infelizmente, muitos indivíduos - preocupados com o consumismo e com seus desejos pessoais e laborais - não se importam com esse grupo social, fomentando casos de preconceito e de violência tanto verbal como patrimonial a esses individuos. Desse modo, a falta de empatia dos cidadãos compromete a situação da população em situação de rua e torna-os cada vez mais invisibilizados e vivenciando situações degradantes.
Outrossim, a inoperância estatal representa um grande obstáculo para a resolução doproblema. Nessa ótica, conforme o jornalista Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadão de Papel”, o Brasil é marcado pela não aplicação prática das garantias constitucionais e pela cidadania apenas no campo teórico. Dito isso, pode-se afirmar que a população em situação de rua vai ao encontro do cenário postulado pelo autor. Essa situação ocorre de tal forma que esse essas pessoas não possuem direitos básicos, como: dignidade, moradia e segurança. Consequentemente, o artigo 5º da constituição é ferido, e essa parcela da população é marginalizada.