A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 05/10/2023
Segundo Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir a qualidade de vida da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Visto que uma parcela da população ainda se encontra em situação de rua. Essa realidade se dá sobretudo em relação às desigualdades sociais e pela ineficácia das autoridades em garantir os direitos desse grupo.
Em primeira análise, é notório perceber a desigualdade social quando se trata da população em situação de rua, como por exemplo essas pessoas deixam de ser dignas de usufruir dos mesmo direitos que qualquer cidadão possui. Nesse contexto, surge o conceito de Higienização social que se entende pela exclusão de setores sociais que são considerados problemas ou indesejados, ou seja, promovendo a substituição de um grupo social por outro. Tal conjuntura segregacionista contraria o princípio do “espaço público” defendido pela filósofa Hanna Arendt, que defende a total inclusão dos oprimidos, nesse caso a população em situação de rua, na teia social.
Além disso, a ineficácia das autoridades faz com que a situação de rua no Brasil ainda seja um problema social a se combater, indo em contrário com o artigo 06 da constituição de 1988, o qual garante o acesso à moradia. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das instituições zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presente na sociedade, mas que não cumprem seu papel com eficácia.
Portanto, para acabar com a questão da população em situação de rua no Brasil, é preciso que agentes necessários trabalhem. Cabe ao Estado garantir que todos tenham direito à moradia, promovendo projetos que abriguem esses moradores, conscientizando a população a se empenhar em projetos sociais de ajuda, para que estas pessoas tenham seus direitos garantidos. Diante disso, as autoridades irão exercer seu papel de modo eficaz e não apenas serem instituições zumbis.