A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 26/07/2024

A Constituição Federal do Brasil, em seu artigo 6°, assegura à moradia, à alimentação e `a segurança. Contudo, o que observa-se na sociedade brasileira é uma situação de negligência com a população em situação de rua. Por isso, torna-se necessário o debate acerca dos motivos que levam as pessoas a morarem na rua e a razão pela qual esses cidadãos são rejeitados pela sociedade.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, sobre a População em Situação de Rua, apontou como principais razões para ida à rua: problemas com álcool ou drogas, desemprego e desavenças com parentes. Isso acontece por conta do aumento da crise socioeconómico, que por sua vez intensificou a taxa de desemprego, levando cada vez mais pessoas a viverem na rua. Essa situação se agravou ainda mais durante os anos de 2020 e 2021, por conta da pandemia de Covid-19, visto que a taxa de desemprego cresceu nesses anos. Devido a falta de emprego, essas pessoas encontram-se desamparados, ficando suscetíveis a abrigarem-se nas ruas, onde são expostos às drogas e tornam-se vulneráveis a dependência química.

Nessa mesma lógica, é necessário entender o motivo que fazem com que essas pessoas sejam ignoradas pela sociedade brasileira. Nobert Elias é um sociólogo alemão autor do livro “Os estabelecidos e os Outsiders”, que debate acerca de um processo civilizatório no mundo, que busca estabelecer costumes e marginaliza os que não seguem. Sendo assim, ao considerar que a utilização de narcóticos não faz parte desses hábitos cívicos, observa-se a razão pela qual a sociedade tende a excluir e violentar tais sujeitos que se encontram em situação de rua.

Dessa forma, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania em conjunto ao Governo Federal, por meio dos veículos de comunicação, a realização de campanhas que abordem os direitos da população em situação de rua. Com o objetivo de incentivar o trabalho voluntário e assistência a esses indivíduos sejam reintegrados ao mercado de trabalho. Logo, essas pessoas deixarão de ser “invisíveis” perante a sociedade.