A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 16/10/2024

Entre os “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” (ODS) da Organização das Nações Unidas está a erradicação da pobreza. Entretanto, mesmo o Brasil tendo adotado tais metas, a falta de moradia ainda é uma realidade para milhares de brasileiros, tendo a desigualdade estrutural e a invisibilidade social como grandes entraves a serem superados para seguirmos tal agenda global de desenvolvimento.

Sob esse viés, é pertinente alimentar a estrutura social em que vivemos, que delimita classes sociais e à elas atribui tal grau de dignidade que merece viver. De acordo com o IBGE, menos de 5% da população detém mais de 70% da do capital brasileiro, permitindo a existência de bilionários enquanto pessoas morrem de fome nas ruas de grandes cidades à procura de um emprego. Tal modelo predatório de sociedade é prejudicial e tem agravado a assimetria de direitos humanos entre diferentes comunidades.

Consequentemente, pessoas pertencentes a classe baixa são consideradas a escória, dignas de esquecimento. Ondjaki, escritor e Sociólogo angolano, já argumentava que a invisibilidade social torna indivíduos transparentes aos olhos da sociedade e do governo, obrigando-os a viver uma vida miserável sem que ninguém se importe com seus direitos, assim como frequentemente ocorre no panorama brasileiro das profundas desigualdades sociais.

Dessa maneira, urge que o Estado - responsável por zelar pelo bem-estar da população - juntamente com ONGs e iniciativas privadas desenvolvam estratégias, políticas públicas e projetos eficazes por meio de criação de moradias comunitárias e capacitação laboral para inserção de pessoas em situação de rua no mercado de trabalho. Diante disso, intenciona-se desconstruir, com efeito, o panorama das desigualdades sociais no Brasil, para que possamos construir não só um país mais igualitário, mas também um mundo pacífico e próspero para todas as pessoas, assim como é proposto nos objetivos da ONU.