A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 04/10/2018
Segundo Thomas Hobbes, o ser humano deve fazer parte de uma sociedade para que saia de seu estado de natureza, paralelamente, o chefe de estado tem o dever de punir malfeitores e organizar a civilização. Analisando o pensamento do Filósofo Inglês, percebemos que esse ideal não condiz com a realidade imediata, perpetuando a prática da justiça com as próprias mãos, em detrimento da insatisfação popular com os métodos de segurança.
Dessa forma, é incontestável que aspectos governamentais estejam entre as principais causas do problema. De acordo com o artigo 3 da Constituição brasileira, o qual explana o dever estatal em construir uma comunidade livre, justa e solidária, garantindo o desenvolvimento nacional. Entretanto, seguindo os últimos dados sobre o assunto, a ação legal encontra-se distante da efetivação, haja vista que de acordo com a Folha de São Paulo os casos de violência denominados como justiça social crescem nos últimos anos.
Da mesma forma, evidência-se os discursos de ódios como impulsionadores do problema. Segundo Michel de Montaigne, a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil a sociedade. No entanto, de maneira análoga ao pensamento do filósofo, a atuação produtiva à sociedade encontra-se distante no país, uma vez que há grupos estimulados pelo contexto, como é o caso divulgado pelo jornal O Globo, no qual civis estão espalhando cartazes na zona norte do Rio de Janeiro prometendo justiça.
Portanto, a organização social citada inicialmente, a fim de conter o avanço da prática da justiça com as próprias mãos, deve tornar-se efetiva, posto que a impunidade garante a resistência do problema. Sendo assim, os agentes militares e civis devem, em conjunto com o sistema judiciário, aplicar a justiça e julgar os infratores. Paralelamente, o Congresso e o Senado, criarão programas publicitários, incentivando as denúncias e não agressões. Para que possamos criar um país melhor.